DEFENSORES DA LIBERDADE DE CONHECIMENTO: VEJAM SÓ COMO CASTELLS TEM RAZÂO
Se tem algo que deve ser louvado no atual governo é a verdadeira cruzada digital que alguns ministérios, autarquias e empresas governamentais vêm travando em prol da liberdade de conhecimento e da adoção de plataformas em software livre em diversos programas governamentais. Essa importante cruzada pós-moderna busca inverter a lógica draconiana patrocinada pelo sociólogo-presidente, aquele que levou o país a importar mais de 1 bilhão de dólares por ano em patentes de software, gerando empregos em Seatle, San-Diego, Índia, Vale do Sílicio...
Mas nem tudo está perdido, outro sociólogo que talvez seja Mouro, não sei. Estou falando de Manuel Castells e ele tem razão quando propõe “caos e progresso"? como lema de nossa adorável, bela e amada bandeira. Aqui da toca digital, to cada dia mais convencido (pra usar um termo presidencial), que o negócio por essas bandas vai ser mesmo trocar o lema (ou slogan) de nossa bandeira como queriam algumas estrelas do tucanato que propuseram anos atrás até “intercionalizar"? a Petrobras, fazendo-a Petrobrax, pois o parangolé é mesmo “caos e progresso"?.
Aqui na terrinha natal, alguns filhotes de tucano, de vez em quando protagonizam umas historinhas engraçadas. Dá até vontade de rir, se essas historinhas não fossem bancadas pelo dinheiro da patuléia.
Hoje acordei feliz como sempre, de frente para um belo lago repleto de marrecos, bem longe da capitá, nas terras onde outrora alguns baianos expatriados quase fundaram um estado teocrático, o União de Jeová, mas a jagunçada não tava prá conversa, daí o pau comeu aqui no extremo norte do Espírito Santo. por isso, inspirado livremente nos tais marrrecos, chamarei as historinhas de marrecadas capixabas.
Ei-las:
1)Vitória capital digital
Um certo ex-prefeito de vitória, rapaz gente boa que é até boêmio nas horas de folga, vivia falando que tinha um sonho de transformar Vitória na capital digital do país... Mas, tadin, seu povo da educação andou comprando tanto software educacional do positivo que se continuar assim vão acabar transformando Curitiba nessa tá de capitá digitá.
2) Engarrafamento digital em plena Leitão da Silva
Um cumpadi meu que gosta de andá numas quebrada ali em jucutuquara (perto do qualtel general da Polícia) presenciou a uns 90 dias atras um engarrafento digital em plena avenida Leitão da Silva. Explico: Segundo ele tinham umas 05 carretas lotadas de micros engarrafando o trânsito na área... E o pior, esses micros tão amoitado misteriosamente no qualtel. Que logística maluca é essa que não deixou esses micros chegar nas escolas durante as férias? Vai saber.
3) Um tal de GNU/Linux e o mundo é do window$, ou seja de Bil
Outro matuto, meu amigo, ficou abismado ao ouvir de um chefe de gabinete de uma alta “otoridade"? capixaba, a seguinte pérola: “tem uns cara aí querendo instalar um tal de linux, mas no mundo o que gira mesmo é windows, e eu vou te falar a verdade o negócio é window$ mesmo..."? e que negócio!!! E pior que o homi é importante na estrutura do poder estadual. Dá-lhe Sérgio Amadeu.
4)Mediadores... que “bixo"? é esse
Aqui prás banda capixaba, o governo é moderno, faz até seminário de planejamento estratégico mas parece que a bagunça é generalizada. Quer um exemplo: recentemente os mediadores lotados nas salas de informática da rede estadual de ensino (que eram responsáveis também pela inclusão sócio digital do programa GESAC) foram devolvidos à sala de aula pelo Secretário Estadual de Educação de plantão, isso depois do tucanato ter gastado umas migalhas formando esse povo nas ferramentas de Bill, migalha mesmo, porque a grana grossa foi para a TBA e para Seatle.
Então fico astuciando, coitada da Dona Educação... Mudanças bruscas de rota, as favas com compromissos políticos e com políticas públicas sérias. Tudo isso em um governo que faz até seminários de planejamento estratégico. Raul, pare o mundo que eu vou descer.
Enquanto isso, a patuléia continua pagando a conta...
Por hoje é só. Fiz questão de deter-me apenas a assuntos, digamos, digitais e educacionais. Entretanto, a quem interessar, em terras capixabas existem marrecadas prá todos os gostos, de todos os sabores; basta que fiquem atentos.
0 comentários:
Postar um comentário