Menin@s, um pouco de Rosa de Basco* par vocês
ELAS QUEREM DANÇAR FUNK E DEPOIS NOS ALCAGUETAM
Alcaguete, ou dedo duro, também conhecido como ganso(a), dedo de anzol, língua de sabão e outros tantos adjetivos. Conforme a malandragem diz essa profissão é antiga:
Diz a voz do povo em sua peculiar ereconhecida sabedoria, que o alcagüete disputa com a prostituta, para se saber qual é a profissão mais antiga do mundo. Entendemos que das duas, ainda a prostituta tem uma atividade mais digna e honesta, pois não sai em busca de seus clientes a domicilio. (www.subversivos.net)
Mas, voltando a origem do vocábulo, meus parcos conhecimentos de línguística indicam que trata-se de algum hibridismo herdado do Arabe.
Essa pequena introdução foi prá contar uma historinha ocorrida dia desses entre eu e Mimi. Menina jovem, viçosa cujas veias deve correr sangue meio latino meio europeu, fato que talvez a faça foguenta, mas meio medrosinha.
Assucedeu-se que outro dia ela chega cheia de problemas com o namorado que vive bisbilhotando suas coisas, olhando as chamadas no celular, pois seu ciúme é desse meio que possessivo, pela sua descriçao trata-se o rapazote de um desses mauricinhos, penteadinhos, engomadinhos.
Euzinha, com certa paciência, disse a amiga:
Calma mimi, esses mauricinhos são assim mesmo, você deve se impor e não deixar que ele faça isso.
Ela retrucou dizendo:
Acho que to precisando mesmo é de ir a um baile funk, dançar e rebolar bastante!
Sabe aquelas letras bem safadas... quanto mais melhor.
Eu preocupada com os problemas da mimi, aconselhei-a e ela saiu feliz depois de me solicitar:
Rosa, grave algumas músicas de funk dessas bem cachorrona num piratão hi-tech preu ouvir e analisar as letras no radio MP3 do meu carro enquanto enfrento esse trânsito loco.
Como a tinha na conta de amiga pus-me a procurar por musicas do gênero e convertê-las para o formato digital e dar de presente a Mimi. Nesse interim fiquei curiosa e brinquei algumas vezes com a moçoila que inexplicavelmente passou a repudiar-me e ficar ruborizada sem nenhuma cerimônia toda vez que me via.
Não entendia o porque de seu comportamento, pois nunca se quer esboçei qualquer comportamento capaz de provocar tal desconcerto na donzela. Acho até que ela imaginava que eu fosse lésbica, já que certo dia brinquei dizendo que queria vê-la dançando funk. Mas, juro! Não sou.
Vida que segue, dia desses encontro-me novamente com Mimi, a virgem parecia meio triste, meio borocoxo, brinquei tentando melhorar seu astral, fiz de tudo... Nada adiantava. Foi então que lembrei-me que já tinha slecionado sessenta e nove músicas e guardado no meu tocador de MP3 disfarçado de batom que carrego na bolsa. Sabe como é né, bolsa de mulher cabe quase tudo.
Então disse:
Mimi tem algo aqui na bolsa que você vai gostar.
Ato continuo dirigi-me até a bolsa e peguei o apetrecho digital disfarçado para tocar uma musiquinha para Mimi. Não entendi quando ela saiu estérica dizendo:
Vou te denunciar para a ordem superior das patricinhas mau-amadas. Você fica ae me fazendo propostas indescentes.
Pobre Mimi acho que ela continua pensando que sou lésbica. Qualquer dia desses, se ela deixar vou contar-lhe que gosto mesmo é de homem, mas homem de verdade não desses malandros coca-cola que andam por ae a bisbilhotar o celular de suas namoradas pattricinhas. Ah! que fique bem claro nada contra as pats, viu colegas.
No fim do dia só restou-me uma passadinha numa dessas casas cheias de leopardos, disponíveis, víris e dispostos a tudo por algum trocado.
* Rosa de Basco
* Poetiza e romancista, escreve sobre amenidades nas horas vagas
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